Não é o grande plano que sustenta o dia.
Quase nunca é.
Permanências
Há silêncios que não explicam nada.
E a gente aprendeu a chamá-los de ausência.
Tem lógica, tem forma, tem até aplauso.
É curioso como certas palavras, à primeira vista tão opostas, às vezes moram na mesma casa. Saudade e gratidão, por exemplo. Uma parece apontar para o que falta; a outra, para o que preenche. E, no entanto, há dias em que ambas se sentam lado a lado no mesmo banco de praça da alma, dividindo o mesmo silêncio.

